A escola é um local privilegiado (mas não único) para a aprendizagem e uso crítico da tecnologia. Nela aprendo tecnologia. Vejo, texto, conforto minha mente com as competências das tecnologias. Todos sabem que as tecnologias, com extensões do corpo e da mente, quando aplicadas com alguma reflexão, fazem o homem reconfigurar sua cabeça. Usar uma pedra, ou afiar uma faca, ou aperfeiçoar um aparelho de medição ou burilar um mármore, ou ainda testar um aparelho de som faz com que o homem pergunte uma série de coisas que re-testam sua capacidade de pensar e conhecer.
Mas a escola não apenas vê ou desperta o senso de aperfeiçoamento do uso: ela cuida de dar também significado aos artefatos tecnológicos. Para que serve? A quem vai servir? Mas quais as conseqüências do uso? E porque ainda não cumpriu os efeitos prometidos? Fará mal a alguém?
Fernando José de Almeida é filósofo e pedagogo, com pós-doutoramento na França em uso de computadores na educação, isso nos anos 80. É da PUC-SP, desde 1976, onde é professor do Programa de Pós-Graduação em Currículo, na área de Novas Tecnologias na Educação. Orienta pesquisas e coordena o Programa de Formação de Gestores para uso de tecnologias na melhoria da gestão escolar, em parceria com CONSED e Microsoft. Foi Vice-Reitor da PUC-SP (1994-1996) e Secretário de Educação da cidade de São Paulo (2001-2002). Atualmente, é Presidente do Instituto Lumiar, Coordenador do Programa Lumiar – Escolas Inovadoras Mundias e Vice-Presidente da TV Cultura.